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	<title>Double Standards Report</title>
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	<description>A hypocrite bulletin written by a Casanova and an Artist</description>
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		<title>Double Standards Report</title>
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		<title>Todos os motivos pelos quais as pessoas vão embora 3 &#8211; tenho uma hipótese</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 11:27:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciendescai</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Medo pós-moderno
É muito triste quando alguém de-sa-pa-re-ce da sua vida. Bruscamente. Como se tivesse morrido em um acidente de carro depois de uma noite agradável ou mergulhado atrás de seu barco de férias enquanto ele dá ré, sendo atingido pela hélice. O problema é quando a pessoa morre, mas você sabe que ela não morreu. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=doublestandards.wordpress.com&blog=825353&post=182&subd=doublestandards&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="color:#00ccff;">Medo</span><span style="color:#00ccff;"> </span><span style="color:#00ccff;">pós-moderno</span></p>
<p>É muito triste quando alguém de-sa-pa-re-ce da sua vida. Bruscamente. Como se tivesse morrido em um acidente de carro depois de uma noite agradável ou mergulhado atrás de seu barco de férias enquanto ele dá ré, sendo atingido pela hélice. O problema é quando a pessoa morre, mas você sabe que ela não morreu. Tipo o Elvis. Ou, simplesmente, alguém que decidiu que ia desaparecer da sua vida, uma escolha, dessas escolhas simples e doloridas. O que será que sente alguém que resolve de-sa-pa-re-cer? Alívio? Tristeza? Saudade? Vazio? Porque é como se a pessoa tivesse se apagado. E, de qualquer forma, mesmo com a vontade de ir, não deve ser bom se sentir apagado. A pessoa que fica, geralmente, tanta reforçar a atitude da pessoa de fingir que ela morreu. Assim como todos nós fingimos que o Elvis morreu. Porque é mais fácil. Mais conformado. Dessa maneira, não temos que lembrar que a pessoa poderia estar aqui, tocando, dançando, cantando. Bom, eu acho que não importa o que a pessoa que desaparece sente depois de ir, porque ela desapareceu mesmo, afinal. Acho que o que importa mesmo é o que ela sentiu antes de ir, ou o porquê ela desapareceu. Eu penso que a culpa é toda do Iluminismo, com aquela ideia mecanicista de que nós venceríamos tudo pela razão. Porque, desde os homens das cavernas, a gente criava mitos de segurança, como “da onde veio o amor” ou “como surgiu a raiva”. Isso era seguro, porque projetava o homem no não-tempo, ou seja, era um modo de lidar com a fragilidade de que um dia o tempo de todos os homens iria acabar. E o iluminismo acabou com isso, porque era subjetivo demais e só poderíamos ter progresso e segurança, positivistamente, pela razão. Era como libertar-se da insegurança da emoção. Pensando bem, agora, acho que isso não é ruim. Se nós tivessemos continuado iluministas até hoje, acho que estaria tudo bem. Seríamos sujeitos seguros e centrados. Talvez, então, o problema tenha começado quando descobriram que as coisas poderiam ser imprevisíveis e a ciência não poderia explicar tudo. Isso leva à teoria das catástrofes. Por exemplo, analisando a variável da agressividade, um cachorro pode ser agressivo quando ele está com raiva, mas, quando ele está com medo, ele pode tanto ser agressivo, quanto fugir e de-sa-pa-re-cer. Isso gera uma certa instabilidade do mundo, que, em adição à teoria da relatividade, gera uma certa incerteza no universo, que só pode gerar, por conseguinte, uma incerteza nas relações sociais e pessoais, que, por sua vez, gera um descentramento do sujeito e isso dá medo. Pronto, tá vendo!? Não é culpa de ninguém! É tudo culpa do Universo, que é incerto. Porque se o sujeito está desconstruído, fragmentado, e o que importa no capitalismo é a performance das coisas, nós não perguntamos mais “isto é verdade?”, mas sim “quanto isso vale?” ou “pra que isso?”. Acho que é isso o que gera, na pessoa em de-sa-pa-re-ci-men-to, um sentimento de “estou fazendo as coisas por obrigação, logo, isso não é de verdade”. Mas se a performance é importante e, sendo assim, você é uma máquina, o que é que nós fazemos que não é por obrigação, meu deus do céu!?!?! A gente faz tudo por obrigação, porque o sujeito só se forma no discurso! É óbvio! É isso! E se nós somos todos simulacros sempre, nós somos sujeitos incompletos, porque somos um signo sem referente, não há nada no real que nos justifique. A representação da representação! A gente sente que faz as coisas por obrigação, porque a gente não consegue alcançar o sentimento que está por trás, então a gente continua repetindo as ações que dão certo, porque da primeira vez que a gente agiu daquele jeito, talvez a única vez que foi natural, deu certo. E é por isso que o sentimento que está por trás deixa de existir, porque ele vai sendo esquecido, só as ações relacionadas a ele é que ficam, e elas são vazias. Depois de um tempo essas ações começam a dar um certo mal estar, porque a gente é obrigado a perguntar sempre “o quanto isso vale?” ou “pra que isso?”, uma vez que a pergunta “isso é verdade?” não consegue mais ser respondida, ficou muito lá atrás. A performance precisa ser boa. Precisa ser perfeita. O que passa a justificar nossas ações não é mais real, porque é representação de uma representação. Tá tão distante. Essa coisa de ser um sujeito incompleto, que dá medo, ainda faz nós pensarmos que nós não damos conta de tudo. Eu não posso ser filha enquanto eu sou amiga, eu não posso ser namorada enquanto eu sou profissional. Para cada elemento da nossa vida, nós somos uma pessoa diferente. Isso desgasta a nossa persona. Por isso a gente se prende às ações, porque é difícil carregar tantos sentimentos, de tantas esferas da nossa vida. Então, quando eu sou filha, aqui está meu sentimento de filha, mas quando eu preciso ser namorada, eu deixo meu sentimento de filha lá, porque os dois juntos é muita coisa. Imagina tudo junto. Por isso todos esses relacionamentos líquidos, essa vida líquida, em que não se pode viver o presente, porque é impossível e porque o tempo é mais forte do que a experiência real. Eu acho que é por isso que as pessoas de-sa-pa-re-cem, fingem que morreram, é mais fácil sair de uma vez. Porque dá medo.  Porque elas não são capazes de lembrar o que motiva suas ações. E a culpa não é delas, é do Universo.</p>
<p><span style="color:#00ccff;">Às vezes eu queria não ter uma cabeça e/ou não ter um coração.</span></p>
<p><span style="color:#00ccff;">É muito difícil ser um sujeito fragmentado e ter as duas coisas.</span></p>
<p><span style="color:#00ccff;"><span style="color:#ff9900;">Por favor, não morra.</span></span></p>
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		<title>Here there and everywhere</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 11:55:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciendescai</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[É uma sensação física estranha. Como se eu pudesse sentir o céu descendo sobre a minha barriga. Espesso e pesado. Transbordando. E transborda, porque sempre transbordou. Transborda, porque nada que é infinito cabe em lugar nenhum ou em ninguém. E o que é infinito não pode acabar ou ir para longe, porque está em todos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=doublestandards.wordpress.com&blog=825353&post=179&subd=doublestandards&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>É uma sensação física estranha. Como se eu pudesse sentir o céu descendo sobre a minha barriga. Espesso e pesado. Transbordando. E transborda, porque sempre transbordou. Transborda, porque nada que é infinito cabe em lugar nenhum ou em ninguém. E o que é infinito não pode acabar ou ir para longe, porque está em todos os lugares. Não foi uma transformação. Acho que foi só a sensação mesmo que mudou. Aquilo que antes era uma fumacinha rosa, pairando no universo, agora é uma gosma verde limão que transborda de mim e de todas as outras pessoas e dos lugares e das coisas. E é por isso que o céu vem descendo, escorrendo, com todo o seu peso infinito, sobre a minha barriga. Porque não tinha outro jeito. A gosma verde limão é como leite condensado misturado com alguma coisa muito boa, que não é desse planeta, e tem um gosto doce. É tão bom que chega a ser angustiante, porque aquilo emerge de todas as pessoas, de tudo, e vai inundando a terra e a minha vida e o universo, eu me sinto enjoada, como se ao mesmo tempo eu quisesse continuar a me alimentar disso pra sempre e quisesse que a fumacinha rosa voltasse, leve, fazendo com que tudo flutuasse a minha volta. Eu acho que misturaram o amor com água. Deve ser por isso que apagou. Deve ser por isso que se transformou em uma gosma doce e pesada. Verde limão. Verde limão, porque deve estar gritando, sufocado, inflamável. Amável. E é isso que eu sinto na minha barriga. Uma sensação física estranha.</p>
<p>Now they&#8217;re frightened of leaving it,<br />
Everyone&#8217;s weaving it,<br />
Coming on strong all the time,<br />
All through the day, I me mine.</p>
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		<title>Primeiridade</title>
		<link>http://doublestandards.wordpress.com/2009/08/18/primeiridade/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 04:03:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciendescai</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando antes fosse. É que quando se percebe já não se é. E quando não se é, aquilo é (de algum jeito). De algum jeito mais distante.
Eu não era eu, porque eu não era nada. Eram só sensações. Sentia aquilo, vivia aquilo sem saber o que era, ou o porquê, ou o como, ou o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=doublestandards.wordpress.com&blog=825353&post=175&subd=doublestandards&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Quando antes fosse. É que quando se percebe já não se é. E quando não se é, aquilo é (de algum jeito). De algum jeito mais distante.</p>
<p>Eu não era eu, porque eu não era nada. Eram só sensações. Sentia aquilo, vivia aquilo sem saber o que era, ou o porquê, ou o como, ou o onde, ou o por quem. E eu não precisava me perguntar nada disso, porque era aquilo em absoluto. Eu era aquilo. Eu era o amor, o próprio, o absoluto, o infinito, e só. O nada. Transbordando.</p>
<p>Mas, assim que o meu corpo pediu para que alguma daquelas perguntas fossem respondidas, eu percebi. E quando eu percebi, eu já não era mais. Aquilo estava ali, fora de mim, palpável, existente, pedindo uma ação, uma reação, uma consideração. E quando você precisa pegar, pensar, considerar&#8230;isso abre fendas. E o que era tão puro, aquilo que durou talvez milésimos de segundos&#8230; eu não sei.</p>
<p>E isso não quer dizer que o que resta não é de verdade. O que resta é o eco racional daquilo que era só sensação. O problema são as fendas da racionalidade, é isso. Eu sei que é. Eu quero que seja. Eu quero ser de novo. O primeiro, mais puro, mais original. O acaso. Quanto antes fosse.</p>
<p>É isso o que eu sinto, às vezes. Mas eu não consigo tocar.</p>
<p>Não responda perguntas</p>
<p>Não faça perguntas</p>
<p>Não fale com estranhos</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/doublestandards.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/doublestandards.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/doublestandards.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/doublestandards.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/doublestandards.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/doublestandards.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/doublestandards.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/doublestandards.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/doublestandards.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/doublestandards.wordpress.com/175/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=doublestandards.wordpress.com&blog=825353&post=175&subd=doublestandards&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Ascensão e Queda da Ovelha</title>
		<link>http://doublestandards.wordpress.com/2009/07/07/ascensao-e-queda-da-ovelha/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 01:22:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciendescai</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[
       <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=doublestandards.wordpress.com&blog=825353&post=173&subd=doublestandards&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://doublestandards.wordpress.com/2009/07/07/ascensao-e-queda-da-ovelha/"><img src="http://img.youtube.com/vi/T11yRMRlRCc/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/doublestandards.wordpress.com/173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/doublestandards.wordpress.com/173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/doublestandards.wordpress.com/173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/doublestandards.wordpress.com/173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/doublestandards.wordpress.com/173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/doublestandards.wordpress.com/173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/doublestandards.wordpress.com/173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/doublestandards.wordpress.com/173/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/doublestandards.wordpress.com/173/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/doublestandards.wordpress.com/173/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=doublestandards.wordpress.com&blog=825353&post=173&subd=doublestandards&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Mariposa morta (grande). Quarto vazio (maior)</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 19:43:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciendescai</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[ATO DE NÃO SE SENTIR BEM
Eu estava com medo de ficar no quarto vazio
e eu achava bonita
a mariposa morta no hall
sempre
que eu ia embora
e uma vez
quando eu voltei.
Mas eu tenho muito medo
da mariposa
viva.
E eu acho que é bonita
a imagem do quarto vazio.
A tristeza bonita das imagens
e o medo de participar delas&#8230;
Talvez seja tudo relativo,
menos o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=doublestandards.wordpress.com&blog=825353&post=168&subd=doublestandards&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>ATO DE NÃO SE SENTIR BEM</p>
<p>Eu estava com medo de ficar no quarto vazio<br />
e eu achava bonita<br />
a mariposa morta no hall<br />
sempre<br />
que eu ia embora<br />
e uma vez<br />
quando eu voltei.</p>
<p>Mas eu tenho muito medo<br />
da mariposa<br />
viva.<br />
E eu acho que é bonita<br />
a imagem do quarto vazio.</p>
<p>A tristeza bonita das imagens<br />
e o medo de participar delas&#8230;</p>
<p>Talvez seja tudo relativo,<br />
menos o ato de não se sentir bem.</p>
<p>Eu quis dizer.<br />
Era bonito.<br />
Sobre amor, quarto vazio, saudade, e mariposa morta.<br />
Mas eu não consegui&#8230;<br />
no ato de não se sentir bem<br />
as mesmas imagens bonitas<br />
queriam dizer outras coisas.<br />
Talvez eu não quisesse ouvir&#8230;</p>
<p>E, de repente,<br />
recolheram a mariposa morta do hall<br />
com aspirador de pó.<br />
Eu ouvi.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/doublestandards.wordpress.com/168/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/doublestandards.wordpress.com/168/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/doublestandards.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/doublestandards.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/doublestandards.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/doublestandards.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/doublestandards.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/doublestandards.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/doublestandards.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/doublestandards.wordpress.com/168/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/doublestandards.wordpress.com/168/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/doublestandards.wordpress.com/168/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=doublestandards.wordpress.com&blog=825353&post=168&subd=doublestandards&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Sobre chegar à superfície. Respirar e tals (ou não)</title>
		<link>http://doublestandards.wordpress.com/2008/08/22/sobre-chegar-a-superficie-respirar-e-tals-ou-nao/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 14:13:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciendescai</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu acordei com a sensação de que eu tinha que dizer, mas não sabia como. Eu não sabia se eu desenhava ou escrevia. Era aquela coisa sufocante de ter que chegar à superfície todos os dias, com medo de ficar sem ar. Eu pensei em escrever com lápis aquarela, pra depois poder chorar em cima [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=doublestandards.wordpress.com&blog=825353&post=166&subd=doublestandards&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Eu acordei com a sensação de que eu tinha que dizer, mas não sabia como. Eu não sabia se eu desenhava ou escrevia. Era aquela coisa sufocante de ter que chegar à superfície todos os dias, com medo de ficar sem ar. Eu pensei em escrever com lápis aquarela, pra depois poder chorar em cima e formar um desenho. Aí eu teria feito as duas coisas e não precisaria escolher. Mas não era isso, era mais o cansaço físico e mental de ter que chegar todos os dias à superfície. Como um peixe beta que vai respirar de vez em quando, porque o dono estúpido dele não coloca um oxigenador de água no aquário. Eu não sei nada sobre peixes beta. Mas eu já tive um e ele morreu afogado, porque ele ficou preso na planta artificial que era só um enfeite e não conseguiu chegar a superfície para respirar. Eu nem sei bem se foi isso mesmo. Eu nem sei bem se desço ou se subo pra chegar à superfície. É que eu moro bem no meio da coisa toda, sabe? Eu demoro sete minutos para chegar à superfície. Eu vou subindo, subindo, e quando eu tô atrasada isso me cansa muito. São quatro quadras da av. Paulista. São sete minutos. É todo dia. Às vezes eu levo só cinco minutos, e são esses dias que me fazem pensar como essa coisa de chegar na superfície pode ser cansativa. Mas é necessário estar lá. Respirar e tals. Mas outro dia eu desci um pouco e isso me fez pensar. Era um domingo e tinha um evento de gente chique naquela rua chique. Eu nem sei bem o que eu tava fazendo lá, porque eu tinha acabado de chegar de um dia bem cansativo em que eu fiquei em baixo do Sol por muito tempo. E isso é bem um desastre pra mim, que sou quase albina. E quando eu deveria estar descansando da minha insolação, eu estava lá naquela rua cheia de gente chique e com música alta, procurando minha mãe que tinha sumido da minha casa. E eu achei que eu não podia ficar sozinha, mas eu devia. Demorou um pouco pra eu entender o que tava acontecendo, mas um segurança de alguma loja quase me explicou tudo quando ele disse: &#8220;mocinha, por favor, não pise no tapete de grama sintética&#8221;. E eu olhei pra baixo e tinha um tapete verde que nem era grama sintética, e sim uma borrachinha verde que imitava grama. Olhei para os lados e havia pessoas com calças de lantejoulas tomando chandom. Fotografos. Tive até que desviar pra não sair numa foto com a Giovana Antoneli (não sei como escreve esse nome). Tava todo mundo pisando naquele tapetinho tosco, e eu fiquei sem entender porquê eu não podia. Devia ser meu all star que um dia já foi branco e agora tá desfiando um pouco. A música era extremamente alta, e as pessoas não conversavam, só sorriam umas às outras. Eu lembrei de uma frase que uma pessoa tinha me dito nesse mesmo dia que achava &#8220;que essa coisa de conversar era meio subversiva&#8221;. A música devia ser alta por isso. Quando eu finalmente encontrei minha mãe e minha tia, eu quase gritei &#8220;o que vocês tão fazendo aquiiiiii!?&#8221;, mas minha mãe não entendeu o que eu perguntei e respondeu que &#8220;não dava pra pegar chandom de graça, porque só pode pegar quem tem essa pulseirinha preta! Mas eu peguei um cata-vento pra você, filha!&#8221;. Além de champanhe (também não sei escrever isso, tem algum g no meio, não tem?), a chandom tava distribuindo cata-vento também. Vai saber&#8230; e a gente resolveu ir embora e comer em casa mesmo, porque, na verdade, ninguém sabia o que tava fazendo ali, nem a gente. No caminho de volta eu fiquei pensando que ali era muito mais fácil de se viver, e que talvez eu poderia me converter àquilo tudo um dia. Aquilo sim que era superfície. Lá é que podia se respirar um pouco. Ter um tempo sem pensar em nada. Sem ter que conversar. Era a superfície de tudo! Dos meus pensamentos, idéias, vontades. E eu fiquei pensando que todo esse tempo em que eu fiquei me cansando, subindo aqueles sete minutos, achando que eu tava indo à superfície&#8230; na verdade, não. Eu tava era me afundando cada vez mais no abismo que é o mundo, quando a gente enxerga não só o que a gente quer. Devia ser por isso que sempre que eu chegava lá em cima eu me encontrava mais sem ar do que lá em baixo. Mais cansada. Era lá em baixo que eu ia fugir de tudo&#8230; e por um momento eu pensei que o morro dos jardins estivesse ao contrário. Só que não dá! Não dá pra acreditar que isso possa dar certo. E não dá. Porque, por mais incrível que pareça, ainda parece mais legal subir correndo o morro e chegar lá de 5 à 7 minutos, bem sem ar&#8230;pra poder descansar no vão do masp, e ouvir meu amigo que mora lá, no vão do masp, dizer que ele mora &#8220;num hotel de um milhão de estrelas&#8221;. Aí você olha para o céu e nem tem um milhão de estrelas, mas é legal mesmo assim, e elas estão lá. Eu nem sei mais o que estou dizendo. Eu só prometi pra alguém que eu ia escrever um texto sobre chegar à superfície, como se eu morasse no fundo do mar. E eu me confundi um pouco com os sentidos disso tudo.</p>
<p>No meio do morro.<br />
&#8220;É aqui que eu moro&#8230;&#8230;&#8230;é meio vázio, né&#8230;&#8230;&#8230;é que eu não tenho muita coisa mesmo&#8230;&#8221;</p>
<p> </p>
<p>[22/08/08 - 11:11 a.m]</p>
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			<media:title type="html">luciendescai</media:title>
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		<title>[Green river] O verde que era pra ser vermelho, mas não se sabe o que aconteceu&#8230;</title>
		<link>http://doublestandards.wordpress.com/2008/08/14/green-river-o-verde-que-era-pra-ser-vermelho-mas-nao-se-sabe-o-que-aconteceu/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 21:46:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciendescai</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entertainment]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu li isso e eu&#8230; acho que eu fiquei pensando. Eu imaginei a cena, e foi tão legal!!
Quando Olafur Eliasson coloriu o rio de Estocolmo:
&#8220;Numa sexta-feita, a uma e meia da tarde, Eliasson subiu numa ponte com uma sacola cheia de pó vermelho. Hesitou por um momento, mas acabou esvaziando o saco pelo parapeito da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=doublestandards.wordpress.com&blog=825353&post=161&subd=doublestandards&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Eu li isso e eu&#8230; acho que eu fiquei pensando. Eu imaginei a cena, e foi tão legal!!</p>
<p>Quando Olafur Eliasson coloriu o rio de Estocolmo:</p>
<p>&#8220;Numa sexta-feita, a uma e meia da tarde, Eliasson subiu numa ponte com uma sacola cheia de pó vermelho. Hesitou por um momento, mas acabou esvaziando o saco pelo parapeito da ponte: &#8216;o vento fez com que surgisse uma enorme nuvem vermelha. Eu podia ver as pessoas que estavam de carro diminuindo a velocidade para observar a nuvem em cima do rio, como uma mancha de gás. Quando ela entrou em contato com a água, de repente, o rio ficou verde&#8217;.&#8221;</p>
<p>Ele também já coloriu outros rios&#8230; e, atualmente, ele construiu umas cachoeiras no East River em Nova Iorque. Os corantes são não-poluentes, relaxem.</p>

<a href='http://doublestandards.wordpress.com/2008/08/14/green-river-o-verde-que-era-pra-ser-vermelho-mas-nao-se-sabe-o-que-aconteceu/olafur_green_river_bremen1/' title='olafur_green_river_bremen1'><img width="150" height="110" src="http://doublestandards.files.wordpress.com/2008/08/olafur_green_river_bremen1.jpg?w=150&#038;h=110" class="attachment-thumbnail" alt="" title="olafur_green_river_bremen1" /></a>
<a href='http://doublestandards.wordpress.com/2008/08/14/green-river-o-verde-que-era-pra-ser-vermelho-mas-nao-se-sabe-o-que-aconteceu/olafur_green_river_stockolm2/' title='olafur_green_river_stockolm2'><img width="150" height="110" src="http://doublestandards.files.wordpress.com/2008/08/olafur_green_river_stockolm2.jpg?w=150&#038;h=110" class="attachment-thumbnail" alt="" title="olafur_green_river_stockolm2" /></a>

<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/doublestandards.wordpress.com/161/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/doublestandards.wordpress.com/161/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/doublestandards.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/doublestandards.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/doublestandards.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/doublestandards.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/doublestandards.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/doublestandards.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/doublestandards.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/doublestandards.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/doublestandards.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/doublestandards.wordpress.com/161/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=doublestandards.wordpress.com&blog=825353&post=161&subd=doublestandards&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">luciendescai</media:title>
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		<title>Todos os motivos pelos quais as pessoas vão embora 2 &#8211; Eu não sei</title>
		<link>http://doublestandards.wordpress.com/2008/08/10/todos-os-motivos-pelos-quais-as-pessoas-vao-embora-2-eu-nao-sei/</link>
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		<pubDate>Sun, 10 Aug 2008 13:13:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciendescai</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma homenagem às pessoas que vão embora.
É a primeira vez que hoje não faz sentido.
E, na verdade, não é. Porque é diferente quando você acha que faz sentido, mas não faz. E quando não faz sentido de verdade, você percebe que nunca fez. Eu não tenho escrito muito, porque eu acho que fiquei pensando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=doublestandards.wordpress.com&blog=825353&post=158&subd=doublestandards&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Mais uma homenagem às pessoas que vão embora.</p>
<p>É a primeira vez que hoje não faz sentido.<br />
E, na verdade, não é. Porque é diferente quando você acha que faz sentido, mas não faz. E quando não faz sentido de verdade, você percebe que nunca fez. Eu não tenho escrito muito, porque eu acho que fiquei pensando nisso todos esses dias.</p>
<p>Ela passou vários dias bloqueando um monte de pensamentos, assim como bloqueou um monte de lembranças de muito tempo atrás. E escutou sua mãe descrever aquela cena, que deve ter sido a cena mais triste da sua vida, como se fosse a vida de outra pessoa. Ela não lembrava. Nem vagamente. E ela ficou triste por aquela pessoa da cena triste. Mas aquilo era distante e impessoal. E o efeito que causou nela foi frio. Assim como tinha que ser.<br />
Porque não dava pra sentir falta de algo que ela nunca teve.</p>
<p>Eu pintei um quadro e aquele quadro ficou um quadro.<br />
E era só um quadro.<br />
Não queria que parecesse uma foto.<br />
Eu queria mesmo que fosse só um quadro.<br />
Eu coloquei uma moldura<br />
que era pra aquilo não sair pelas bordas.<br />
Que era pra não virar parede.<br />
Eu tive medo que achassem que era um espelho.<br />
E ficassem parados em frente, olhando.<br />
Eu queria que fosse um quadro quadrado.<br />
Eu queria que fosse pura art Déco.<br />
Daquelas que a pessoa olha uma vez e pensa<br />
&#8220;que mau gosto&#8221;<br />
e não olha nunca mais.<br />
Eu não quis olhar nunca mais<br />
para o quadro que eu fiz.<br />
Eu pendurei<br />
só porque eu não podia ignorá-lo<br />
ou guardá-lo<br />
porque guardar parecia pior.<br />
Eu queria que ele estivesse ali<br />
não estando.<br />
Eu pintei um quadro borrado<br />
porque-eu-não-queria-que-parecesse-uma-foto</p>
<p>E ficou um quadro.</p>
<p> </p>
<p>[Dia dos pais de 2008 - 10:10a.m.]</p>
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			<media:title type="html">luciendescai</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Musical frenesi on the go!</title>
		<link>http://doublestandards.wordpress.com/2008/08/07/musical-frenesi-on-the-go/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 00:04:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>duckzin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entertainment]]></category>

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		<description><![CDATA[A quick suggestion.
[ Andrew Bird ]
[*] Site
[*] Wiki
[+] Thrills (1988)
Uma nostalgia oldschool que retoma o melhor de New Orleans, gravado com alguns microfones antigos e cheio de boas influências, blues como deve ser.
traclist&#8230;
1. Minor Stab
2. Ides of Swing
3. Glass Figurine
4. Pathetique
5. Depression &#8211; Pasillo
6. 50 Pieces
7. Woman’s Life and Love
8. Swedish Wedding March
9. Eugene
10. Gris-Gris
11. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=doublestandards.wordpress.com&blog=825353&post=155&subd=doublestandards&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A quick suggestion.</p>
<p><strong>[ Andrew Bird ]</strong><br />
<a href="http://www.andrewbird.net/">[*] </a>Site<br />
<a>[*] </a>Wiki</p>
<p><div class="wp-caption alignleft" style="width: 152px"><img alt="Thrills (1998)" src="http://www.andrewbird.net/gfx_albums/142s/thrills.jpg" width="142" height="142" /><p class="wp-caption-text">Thrills (1998)</p></div>[+] Thrills (1988)</p>
<p>Uma nostalgia oldschool que retoma o melhor de New Orleans, gravado com alguns microfones antigos e cheio de boas influências, blues como deve ser.</p>
<p>traclist&#8230;</p>
<p>1. Minor Stab<br />
2. Ides of Swing<br />
3. Glass Figurine<br />
4. Pathetique<br />
5. Depression &#8211; Pasillo<br />
6. 50 Pieces<br />
7. Woman’s Life and Love<br />
8. Swedish Wedding March<br />
9. Eugene<br />
10. Gris-Gris<br />
11. Cock o’ the Walk<br />
12. Nuthinduan Waltz<br />
13. Some of These Days</p>
<p><div class="wp-caption alignleft" style="width: 152px"><img alt="The Swimming Hour" src="http://www.andrewbird.net/gfx_albums/142s/swimminghour.jpg" width="142" height="142" /><p class="wp-caption-text">The Swimming Hour</p></div>[+] The Swimming Hour (2001)</p>
<p>Um album quase que completamente diferente do outro a não ser pelo fato das influências serem claramente as mesmas, porém, não tão explicitas. Como em todo bom album, cada faixa tem sua própria personalidade sem perder o estilo continuo.</p>
<p>tracklist&#8230;</p>
<p>1. Two Way Action<br />
2. Core and Rind<br />
3. Why?<br />
4. 11:11<br />
5. Case in Point<br />
6. Too Long<br />
7. Way Out West<br />
8. Waiting to Talk<br />
9. Fatal Flower Garden<br />
10. Satisfied<br />
11. Headsoak<br />
12. How Indiscreet<br />
13. Dear Old Greenland</p>
<p>have fun kids.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/doublestandards.wordpress.com/155/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/doublestandards.wordpress.com/155/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/doublestandards.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/doublestandards.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/doublestandards.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/doublestandards.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/doublestandards.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/doublestandards.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/doublestandards.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/doublestandards.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/doublestandards.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/doublestandards.wordpress.com/155/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=doublestandards.wordpress.com&blog=825353&post=155&subd=doublestandards&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Duckz!n</media:title>
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			<media:title type="html">The Swimming Hour</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Céu pálido tempo estático coágulo de ar</title>
		<link>http://doublestandards.wordpress.com/2008/08/05/ceu-palido-tempo-estatico-coagulo-de-ar/</link>
		<comments>http://doublestandards.wordpress.com/2008/08/05/ceu-palido-tempo-estatico-coagulo-de-ar/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 17:49:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luciendescai</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Que inverno de merda, hein?&#8221;. Tá muito quente. Não tem vento. O ar ficou tanto tempo parado que coagulou. Coágulos de ar. E de repente eu não respirava mais. Assistia ao mundo como se não fizesse parte dele. Eu via as pessoas e esperava pelo vento, esperava que as pessoas trouxessem o vento. Não tinha [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=doublestandards.wordpress.com&blog=825353&post=149&subd=doublestandards&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>&#8220;Que inverno de merda, hein?&#8221;. Tá muito quente. Não tem vento. O ar ficou tanto tempo parado que coagulou. Coágulos de ar. E de repente eu não respirava mais. Assistia ao mundo como se não fizesse parte dele. Eu via as pessoas e esperava pelo vento, esperava que as pessoas trouxessem o vento. Não tinha ar. Tudo coagulou de tanto tempo parado. Coagulou o tempo, que parou. E eu queria PODER amar. Eu fiquei esperando, mas não fazia diferença, porque o tempo estava parado. <span style="color:#ff9900;">As pessoas agiam como se o tempo ainda corresse, como se houvesse ar não-coagulado. Comecei a desconfiar das pessoas. Comecei a achar que tudo aquilo fosse arranjado. Tudo arranjado para me desesperar.</span> Alguém veio falar comigo e eu não tive coragem de contar. Eu disse que estava tudo bem. Eu menti. Eu disse que havia vento e nem mencionei a coagulação do ar. Eu falei que o tempo corria e até que o tempo cura tudo. Eu não consegui contar. <span style="color:#00ccff;">A pessoa pegou na minha mão, porque ela conseguia ver nos meus olhos, &#8220;que mão gelada!&#8221;. Tava tão quente. Eu não tive coragem de contar que eu não respirava mais. A pessoa me ofereceu um sorvete, porque ela conseguia ver nos meus olhos. EU não conseguia olhar nos olhos dela, por causa da cor, que me lembrava de alguma coisa que ficou perdida no tempo que parou.</span> &#8220;Sorvete? No frio?!&#8221;, &#8220;não tá frio!&#8221;, a pessoa não sabia mais que era inverno. &#8220;E você adora sorvete!&#8221;, ela sorriu. Eu pensei na distância a qual se encontrava o sorvete, não fazia diferença. &#8220;É meio longe&#8230;&#8221;, disse a pessoa. Pensei no tempo e espaço, e cheguei à conclusão de que, com o tempo parado, não havia distância. Com o tempo parado, tanto faz se eu vou buscar sorvete na esquina ou no Japão. As coisas só ficavam longe, porque se levava tempo para chegar até elas. &#8220;Não tem problema, eu tenho tempo&#8230;&#8221;, menti. <span style="color:#993366;"><span style="color:#800000;">Achei que a pessoa fosse começar a perceber que o tempo havia parado, mas não. Imaginei que a pessoa também estaria disfarçando, sem coragem de me contar que já sabia. Desconfiei das pessoas. Comocei a achar que todo mundo sabia e estava disfarçando. Fiquei nervosa, estressada. Se o tempo estivesse correndo, quanto tempo já teria passado?</span> </span>Mandei a pessoa ir embora, porque não sabia mais nada. E ela foi, acredita? Porque é isso o que as pessoas fazem, elas vão embora quando a gente pede. <span style="color:#008000;"><span style="color:#ffff00;">Eu só queria PODER amar, mas não podia. Nem respirava mais, afinal. Lembrei que no avião eles dizem que o melhor é você colocar a sua própria máscara de oxigênio antes de ajudar a pessoa ao seu lado. Não tinha mais tempo também&#8230; não fazia diferença.</span> </span>Olhei para cima, pra ver se não tinha caído nenhuma máscara de oxigênio sobre a minha cabeça. Não tinha nada. <span style="color:#ccffff;">Reparei que o céu estava meio pálido</span></p>
<p> </p>
<p><span style="color:#ccffff;"><span style="color:#000000;">Texto escrito no dia UM de agosto (eu não gosto de dizer &#8217;dia primeiro&#8217;).</span> </span></p>
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